Carreira e Cotidiano

Amar o Trabalho, ou Trabalhar com o que Ama, é possível?

Você ama seu trabalho?

Você ama o que faz?

Como pode se pensar nessas questões, idealista, realidade somente para alguns ou sim é possível!?

Trabalhar com o que se ama pode ser um tema muito controverso, e é muito providencial esse tema quando estamos agora em um estágio de retorno às empresas e ao ambiente de trabalho, rever os colegas e também fazer aquele balanço sobre como estou desenvolvendo as atividades, o meu trabalho hoje me satisfaz ou paga as minhas contas.

A professora de sociologia, Erin Cech, autora do livro “The Trouble With Passion”, escreve que se o emprego for a principal fonte de felicidade é um erro. Já que em nossa sociedade, o trabalho não foi projeto para autor realização, mas sim para gerar lucro a uma organização.

Pensar em trabalho é pensar onde e como dedico e invisto as energias e o quanto de vida me requer para desenvolver o que eu faço e o que eu gosto de fazer. Se pensar que todos poderiam trabalhar por amor, estaríamos ignorando os mais variados obstáculos, realidades e possibilidades, impondo cargas de sofrimento por ser um objetivo não alcançado e o adoecimento do trabalhador seria inevitável.

Importante pensar que o trabalho não deve ser a única maneira de encontrar a felicidade e realização. Posso por meio do trabalho financiar atividades que me dão prazer, mas não ser o trabalho a única alternativa de prazer. Ter um olhar para a vida e conseguir observar o que mais me faz feliz, o que mais me faz bem, além do trabalho pode ser transformador, e um agente de mudanças a longo prazo, onde o individuo pode ter outras e novas experiências com sua maneira de viver e espelhar a sua volta esse novo olhar.

Vale afirmar que muitas pessoas vão conseguir trabalhar com o que amam, e ser pagas pelo trabalho desenvolvido. E podem assim ser profissionais altamente realizados profissionalmente e com prazo de validade pré-estabelecido. Pois do ponto de vista emocional, somos seres desejantes, e o tempo todo, e a cada realização se inicia uma nova jornada ao próximo objeto de prazer. Enquanto outros trabalhadores venderam suas habilidades para que haja o sustento básico e familiar.

Então podemos ir além de trabalhar com o que se ama, e ampliar para a realidade necessária. Qualquer trabalho ou atividade do trabalho deve ser digna, e proporcionar a oportunidade de encontrar a felicidade em outros lugares.

Para finalizar deixo a reflexão que vai além da buscar pelo trabalho que Ama. A importante tarefa de refletir sobre como posso usufruir do meu trabalho, quanto de vida quero investir nisso e que outras coisas posso me proporcionar para que eu me sinta feliz e realizado.

Érica Rodrigues

Psicóloga clínica, pós graduada em Psicanálise e Gestão de Pessoas.

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